sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Onomatopeia amputada

Quando nos cortam as pernas, como é que fazemos para continuar a andar? Arrastamo-nos e esperamos até que nos cresçam novos membros?

Esperamos impancientemente pela metamorfose...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Onomatopeia autodestrutiva

Só um bocadinho menos... Se for um bocadinho menos, talvez se consiga aguentar. Se continuar assim, é provável que a supernova exploda e não queremos pedaços estelares espalhados por aí ao deus-dará. Para cacos desirmanados, já bastam os que cá estão...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Onomatopeia mixonomatopaica #1

E porque é outubro, e porque é outono, e porque me apetece, e porque sim e porque não, aqui fica uma singela mixtape (mixfile seria mais preciso...) com temas musicais da minha preferência e de lançamento recente. Ouvi e dizei de vossa justiça.

1 - Aeroplane - We can't fly
2- Twin Shadow - Tyrant Destroyed
3- !!! - Steady As The Sidewalk Cracks
4- El Guincho - Soca Del Eclipse
5- The Walkmen - Angela Surf City
6- Glasser - Apply
7- How To Dress Well - Ready For The World
8- James Blake - Klavierwerke
9- Deerhunter - Earthquake
10- Sufjan Stevens - Futile Devices

Mixonomatopeia #1

Onomatopeia destemporal

Porque é que estamos sempre a dar tempo ao tempo e o tempo raramente nos dá alguma coisa de volta?

Sinto-me roubado, violado, conspurcado e quero ser indemnizado pelo tempo perdido. E não vou em busca dele, ele que vá ter lá a casa, que eu agora não tenho tempo para isto...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Onomatopeia plástica #90

Self-titled (2010)
Acrílico sobre tela
Coleção do autor

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Onomatopeia concertística/audioconselheira §2

E diz que já cá cantam dois bilhetes para dois concertos para mais do que dois artistas/performers/cantautores/músicos/grupos.

São eles, por ordem de preferência alfabética - para que não haja querelas por estas... bandas! -, os seguintes:

!!!


El Guincho


Noiserv


Toro y Moi

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Onomatopeia feudal

Sou só eu ou mais alguém se sente como um servo da gleba a necessitar de carta de alforria?

Imagem extraída do livro de horas Les très riches heures du Duc du Berry (1412-1416)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Onomatopeia audioconselheira §1

"Love Remains", editado em setembro pela Lefse Records, tem feito sucesso junto da crítica e ainda mais sucesso nos ouvidos deste musicófilo sem pretensões a me(ga)lómano:

How To Dress Well - "Ready for the World"

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Onomatopeia extática

Hélas!!!!!

Dez mil e mais uma centena de visitas a esta humilde tebaida, que ultimamente nada tem feito para merecer tão lisonjeiro algarismo...

Mais uma vez nos retratamos e, apesar de não fazermos promessas que poderemos não cumprir, deixamos a garantia de que tentaremos ser mais assíduos, pontuais e disciplinados para tentar acordar a chama que se esconde na brasa moribunda.

Saudações cordiais e algodão doce para os mais pequenos!

Onomatopeia dislexoveraneante

Dizem que as férias fazem maravilhas por uma pessoa, mas a julgar por estes diálogos pós-vacações há alguém que está a precisar de mais uma temporada de descanso ou então de uma cura de sono...

Keroppi: [Sobre o George Michael] Primeiro é porque está a fazer sexo oral num lavatório, depois porque...
A: Lavatório?
B: No sifão ou na torneira?
Keroppi: Não é lavatório? Como é que se diz? Lavabos? No sifão? O que é o sifão?
B: Eu preferia na torneira.
Keroppi: Mas a torneira pode retrucar?
A: Retrucar?
Keroppi: Como é que se diz dar de volta?
A: Retribuir?
Keroppi: Isso!

B: O James Dean era pitosga.
A: Pois era.
Keroppi: O James Dean, a Marilyn e a Monaconda.
A/B: Quem?!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Onomatopeia angélica

E para quem não acredita, aqui fica a prova de que Lisboa tem anjos da guarda e talismãs contra o mau-olhado...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Onomatopeia meaculpista

Hoje houve quem me tivesse chamado a atenção para o facto de não estar a cumprir as promessas blogueiras ("Ah, pois, a cena dos festivais e tal, e vai-se a ver e depois não houve mais nada!").

Não tenho desculpas nem razões plausíveis, a não ser o facto de haver outros espaços que atualmente nos ocupam mais tempo pela simples razão de que nos fascinam com o imediatismo da interação e da reação às nossas palavras. Isso e a preguiça criativa...

Redimir-me-ei. Redir-me-ei se for preciso. Refar-me-ei se houver necessidade. Meaculpo-me pelos atos passados e sinequanono-me pelo que farei a partir de agora.

Onomatopeia noroestina

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Onomatopeia do desenrascanço

"[...] o passado português caracteriza-se por os poderes políticos, sociais e económicos terem sempre estado nas mãos de uma minoria social intimamente dependente do Estado e proporcionalmente mais reduzida do que na maioria dos países europeus. Mas se assim foi, não teria este conjunto de fenómenos provocado em muitos portugueses a persistente convicção da inutilidade das previsões, a impossibilidade de assumir responsabilidades sociais e a irremediável capacidade de participar nas decisões? Se tudo era resolvido por uma pequena minoria que foi sempre aperfeiçoando a sua habilidade para garantir a perpetuação do poder, para quê o esforço, a poupança, a organização, o projecto, a associação, a luta? Se, além disso, o sucesso [...] estava praticamente garantido mas só para alguns, qualquer que fosse a sua competência, não seria mais rentável para os outros (para a maioria) exercitar os dotes da improvisação, a habilidade para viver o dia-a-dia, quando não o jeito para a pequena fraude, a economia paralela, a fuga aos impostos, a "cunha", o clientelismo?"

(José Mattoso, A identidade nacional, Gradiva, 1998)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Onomatopeia didática

Querem que eu vos faça um desenho?

terça-feira, 6 de julho de 2010

Onomatopeia festivaleira #2

E para quem não os viu no Super Bock Super Rock de 2007 (um dos melhores concertos do festival desse ano, ex aequo com os Arcade Fire), este ano eles regressam a Portugal, mas no Optimus Alive, dia 10.

Novo álbum lançado há coisa de um mês e provavelmente o último da sua carreira. Confessamos que a estética LCD/DFA começa a parecer-nos redundante (às vezes é difícil distinguir um Juan McLean de um James Murphy), mas reconhecemos a importância que têm tido na última década na música dita popular.

O tema Drunk Girls pertence ao último álbum, intitulado This is happening.

Quando for grande quero fazer videoclipes iguais a este!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Onomatopeia festivaleira #1

Começo hoje uma rubrica que contempla algumas das bandas que irão atuar nos festivais de verão deste ano e que fazem parte do rol (demasiado extenso...) das minhas audições de eleição.

Começamos pelo Optimus Alive, que decorrerá de 8 a 10 de julho, e por um tema melodioso dos Girls, num flirt explícito com os anos 50, intitulado Lysandre. Esta canção não se encontra inserida no álbum de estreia, editado com o nome Album (a lei do menor esforço até pode ser desejável quando se trata de dar nomes a álbuns musicais) pela True Panther Sounds em 2009.

O vinil deste álbum chamado Album já se encontra lá por casa há algum tempo, mas ainda não deu todas as voltas que tem a dar no gira-discos. Esperamos desgastar-lhe os sulcos nos próximos dias.

Os Girls são de São Francisco e atuam no dia 10 no palco Super Bock.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Onomatopeia espinhosa


Há quem faça questão em nos lembrar de que o percurso nesta vida não é sem espinhos e que estes devem ser a coroa da nossa existência.

In nomine patris et filii et spiritus sancti.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Onomatopeia petisqueira

Fico sempre indeciso entre isto, os pipis, as moelas e os caracóis... E geralmente fico-me pela imperial e pelos tremoços.

domingo, 30 de maio de 2010

Onomatopeia brugiana


"Do que viu nas «Sete Partidas do Mundo» não terá ficado muito animado relativamente ao seu reino de origem, chegando a expressar uma visão fortemente pessimista em carta enviada de Bruges ao irmão D. Duarte, em 1426. Nessa missiva, D. Pedro apresentava um rol de pechas sobre a situação de Portugal, desde o despovoamento que se fazia sentir até à necessidade de reforma da universidade. E o balanço feito deixava muito a desejar, indo o infante ao ponto de escrever que havia sobejos motivos para que os que viviam no reino quisessem emigrar e para que os que estavam fora não quisessem para ele vir."

in RAMOS, Rui (coordenador), História de Portugal, Lisboa, A Esfera dos Livros, 2009, p. 154


Passados 584 anos (insignificantes se diluídos nos 4,6 milhares de milhões de anos da Terra, é certo...), a Carta de Bruges, depois de uma atualização sintática e ortográfica, poderia ser passada aos contemporâneos sem que a maioria a achasse anacrónica ou incongruente com a situação do Portugal coevo.