sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Onomatopeia premiadora

Com a humildade devida, apresento aqui a lista dos meus dez álbuns preferidos do ano transato (sem hierarquia de apresentação para não ferir suscetibilidades entre os premiados):

Sunset Rubdown - Dragonslayer

The Antlers - Hospice

Grizzly Bear - Veckatimest

Lindstrøm & Prins Thomas - II

Memory Tapes - Seek Magic

St. Vincent - Actor

The XX - The XX

Woolfy - If you know what's good for ya!!

Animal Collective - Merriweather Post Pavillion

Lawrence - Until then, goodbye

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Onomatopeia xisoide

THE XX! Em Lisboa! Dia 25 de Maio! Na Aula Magna!!
Bilheteira da FNAC, cá vou eu!
Beixxos e abraxxos!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Onomatopeia nórdico-americana

E se bem que o Porto, só por si, já tem razões suficientes para de quando em vez lá darmos umas graças dos nossos ares, desta feita Mr. Lindstrom e os Spank Rock tornam-no ainda mais oxigenado e gracioso!

E no dia 23 de Janeiro desse novo ano de 2010, os mouros deixaram as orlas do Tejo e cavalgaram até às margens douradas e promissoras do rio Douro, onde a paz foi refeita e o país finalmente unificado, ao som dos tambores de Lovesick, Music in my mind e I feel space!

Onomatopeia resolutória

I
am
not
afraid
of
what
is
to
come
and
I
will
beat
its
ass!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Onomatopeia anglo-saxónica

E durante uns tempos manter-nos-emos sedentários, porque há razões mais altas a que o nomadismo tem de se sujeitar...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Onomatopeia vinhateira

By the rivers of Northern Portugal...

Onomatopeia ninfossirénica

Ok... Alguém me explica o que é isto e o que é que este "isto" está a fazer à entrada de um dos centros comerciais da Margem Sul? A Pequena Sereia cresceu e, depois do grande sucesso como atriz de Hollywood, só conseguiu arranjar trabalho em Almada????

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Onomatopeia memorial

Sacodes as mãos como se tentasses afugentar alguma ideia menos própria, algo que sabes que não consigo adivinhar apesar de tudo o que sei. Não tenho memória de ti tão pequena, tão ridícula, tão profundamente cansada. Lembro-me que eras forte, incansável, vigorosa como os alicerces da casa em que vivíamos, que, apesar dos sinais evidentes de decadência, continuava a ser o refúgio inexpugnável que fora no início da sua existência. Vejo-te as rugas, as mãos engelhadas, as costas curvadas como sereias escondidas entre rochas, as roupas escuras que passaste a envergar depois das mortes sucessivas que os anos te presentearam, as pantufas puídas, todos os tecidos, os teus e os das roupas, em uníssono, permanentemente gastos e num torpor irreversível. Perco-te aos poucos naquela sala, na rua, em todas as passagens em que me acompanhaste, em todos os caminhos em que a tua presença me fazia sentir menos vulnerável, menos anão perante a gigantude da existência dos outros... Queria recuperar-te como se recuperam as pinturas nos museus, como se dá vida nova à talha de ouro das capelas... Mas as manhãs para ti são uma continuação inalterada das noites e as noites o mesmo segmento de reta previsível... Passo-te a pele da palma das minhas mãos sobre a pele do interior do teu braço e a pele - a tua ou a minha, não sei bem... - repudia-me. Lavo-te o rosto sempre pensante sem pensar porque não quero saber porquê, nem agora nem antes nem depois quando os meus olhos não puderem confirmar-te nos meus pensamentos. Às vezes ainda penso que preciso de ti como eras, não como és, não te quero impassível, dorida, imóvel, mutável, invertebrada e transparente. Não fujo de ti nem te procuro, não permaneço porque queres que permaneça, apenas porque há pedaços de nós cuja ordem natural não questionamos, mesmo quando a ordem já não faz sentido no meio do barulho que já não fazes. Queria-te sonora, queria-te sólida, queria-te geométrica, queria-te apenas como te quero agora mas um bocadinho mais como te queria antes.
E agora que te vejo, que te sinto, que oiço os simples sons dos complicados processos fisiológicos que te perseguem, só quero saber o mesmo que queria quando ainda não eras a carne que és, quando tinhas as mesmas pernas, os mesmos braços, o mesmo peito, as mesmas costas, o mesmo cabelo, as mesmas mãos, os mesmos olhos, só que tudo ao revés...

domingo, 18 de outubro de 2009

Onomatopeia barista awards

E o grande vencedor é... (pausa semilonga ou semibreve para manter o público em expetativa):

O long island ice tea!

Vence nas categorias de sabor, frescura e efeitos físicos, neurofisiológicos, neuroquímicos e psíquicos!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Onomatopeia barista

Não ficámos fãs do martini (do coquetel, entenda-se, e não da bebida com a marca homónima) nem do negroni... Esperamos que o long island ice tea ou o white russian não gorem as expetativas das nossas papilas gustativas!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Onomatopeia literatofisioterapêutica

Estou em vias de descobrir se é a obra-prima de que os críticos todos falam... Mas uma coisa vos digo: se não for uma obra-prima é com certeza uma obra pesada: 1,3 kg aferidos numa precisa balança eletrónica!

É por estas e por outras (mas sobretudo por estas), que volto a apelar aos editores livreiros portugueses que comecem a disponibilizar versões eletrónicas (leves, breves e suaves!) dos livros que têm em catálogo.

Eu só sei que, depois de 15 minutos no metro com aquele volume na mão, foi muito difícil recuperar o sentido do tacto na ponta dos dedos! Mas afinal, dirá a elite intelectual, o que é um formigueirozinho passageiro nos apêndices digitais comparado com o que a literatura contemporânea nos pode oferecer!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Onomatopeia bel-artística



Para os que não acreditavam na genialidade da Paula Rego, eis a prova que irá dissipar todas as dúvidas!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Onomatopeia canonizada

Quem diria que após vários
anos habituado a vê-la numa
moldura sobre um naperom
colocado por cima da
televisão, iria re-encontrar
a Sãozinha nos reinos virtuais
do ciberespaço, exatamente
na mesma pose e com a mesma
expressão de santa precoce
e adolescente!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Onomatopeia lexipop

Warhol meets Antenor Nascentes. Marilyn, rói-te de inveja!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Onomatopeia literária

Alvíssaras, alvíssaras! Após ter adquirido o leitor de livros digitais que vos apresentei numa postadela anterior, já terminei de ler as seguintes obras:

E. M. Forster - A Room With a View
Colm Toíbín - The Story of the Night
Colm Toíbín - Brooklyn
António Lobo Antunes - Auto dos Danados
Henry James - A Herdeira (título original: Washington Square)
William Trevor - Cheating at Canasta

Na ePrateleira da geringonça estão ainda por ler:

António Lobo Antunes - As Naus
José Saramago - As Intermitências da Morte
Günter Grass - O Gato e o Rato
J. M. Coetzee - Disgrace
Cormac McCarthy - The Road
Virginia Woolf - Mrs. Dalloway
J. N. Adams - The Regional Diversification of Latin
Somerset Maugham - The Razor's Edge
George Orwell - O Triunfo dos Porcos

E se houver por aí alguém que tenha livros em formato digital que queira disponibilizar, não hesite em fazê-lo. Seria uma maneira de me deixar em estado de efusão incontida!

Onomatopeia oitocentista


É esta e outras obras do senhor Henri Fantin-Latour (1836-1904) que quero ver numa destas tardes destes primeiros dias de Setembro. Com certeza que a Gulbenkian não irá estar cheia de concidadãos que voltaram do Algarve, porque esses devem estar ocupados com outros afazeres... Digo eu e espero estar cheio de razão...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Onomatopeia da rentrée

Voltem todos para o Algarve com os vossos terços pendurados no espelho retrovisor e os vossos GPS's colados no para-brisas!

Adeus, adeus! Telefonem quando lá chegarem para sabermos que fizeram boa viagem, que a gente cá se vai tentar amanhar com as ruas e estradas desimpedidas, os lugares de estacionamento vagos e a ausência de filas em locais públicos... Vai ser difícil, mas somos fortes e vamos tentar gerir todo o vazio promissor que a cidade irá manter!

September... Lisbon is a paradise no more... We're in mourning...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Onomatopeia desperfilhada

Se calhar o facto de passar o dia todo a fazer castings de palavras, a testá-las, a selecioná-las para inclusão em produções de envergadura invejável, a julgá-las pela sua pertinência e frequência de uso, a estripar os seus sentidos, a perscrutar-lhes os seus significados íntimos, leva a que muitas vezes não consiga fazer a escolha certa de palavras noutras alturas em que o engenho pessoal se deveria sobrepor ao engenho profissional.

Refletindo o outro lado do espelho, também fico feliz por não usar as palavras para descrever com onomatopeias pueris e imitações de timbre de voz infantil as supostas façanhas e desenvolvimentos neurofisiológicos dos meus rebentos filiais. Se criança é o melhor que o mundo tem (pelo menos em alguns mundos que por aí andam), progenitor orgulhoso em excesso está entre o que de mais entediante o mundo tem.

Automedicação: sobredosear a ingestão de cafeína e de nicotina.