sábado, 16 de maio de 2009
Onomatopeia plástica #80
sexta-feira, 15 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Onomatopeia conselheira

CONSELHO #2:
Fugi dos caixotófilos
e dos donuts que frequentam
as estações de serviço das autoestradas.
CONSELHO #3:
Abraçai a imagem da Nossa Senhora de Fátima
da Capelinha das Aparições
e as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Onomatopeia lindaça
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Onomatopeia refrativa
Num qualquer terraço de Lisboa com vista para o rio e para os telhados alheios ao terraço e ao rio.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Onomatopeia autoanalítica
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Onomatopeia bissacra
A Sagrada Família, depois das aparições de 9 de Janeiro na Cova da Guerra Junqueiro, sob forma vegetal purpurácea, surgiu-nos de novo num dia em que o sol se abateu sobre nós e criou o que se poderá chamar de verdadeira Arte Plástica!
Salve, Sacrata Familia, regina Tupperwarae!
domingo, 3 de maio de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Onomatopeia remissória
Mas agora não nos apetece...
Aos que se importam, pedimos desculpa...
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Onomatopeia seminal
Não sei se hei de ficar contente ou enojado...
Ao menos é só o aspeto visual, porque o cheiro em nada se assemelha ao do líquido espermático...
domingo, 29 de março de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Onomatopeia Amélie Poulain
- Arrancar pelos do nariz com os dedos
- Espremer borbulhas e pontos negros (o prazer é redobrado quando inclui algum sangue e dor)
- Arrancar pelos encravados da barba com uma pinça
- Arrancar a crosta de feridas em processo de cicatrização
- Descalçar os sapatos no final do dia e lavar os pés com água fria
- Encontrar remelas nos cantos dos olhos
- Lacrimejar por causa do sono
Onomatopeia breviloquente
- Já tive dias melhores... Hoje o mundo parece muito confuso e a abarrotar de pessoas ruidosas e ininteligíveis. E nenhuma delas se parece importar muito com o facto de me sentir incomodado com o ruído... Mas obrigado por perguntares e por não fazeres muito barulho...
terça-feira, 24 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
Onomatopeia gargalhante
Pela primeira vez, rezei o terço, dentro de um carro, acompanhando uma emissão radiofónica de teor religioso, com o som do rádio em volume suficientemente elevado para ser audível pelos companheiros de estrada, que naquele momento se afunilavam comigo fugindo do Conde Redondo.
E pela primeira vez nos últimos tempos, ri, ri, ri, ri, ri, ri, ri até começar a ficar com dores, até começar a ficar cansado de tanta satisfação, até começar a suspirar e até chegar ao momento do silêncio pós-orgásmico do riso...
E foi esta alegria intensa temporária que me fez perceber que não perdi a alegria permanente e que há forças que não se perdem por muito que vacilem.
Obrigado, HF, pelo contágio do riso... E por muitas mais coisas, claro, mas hoje fico-me por aqui, porque rir assim cansa!
quarta-feira, 18 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Onomatopeia alterbela
Porque é que é tão fácil os outros verem a beleza que há em nós e tão difícil de verem a que há neles mesmos?
Mas, pensando bem, também há aquelas pessoas que devem ter muita beleza escondida, mas que, por muito que a gente procure, não a consegue descobrir em lado nenhum... Também depende muito do cheiro que elas emanam, é verdade...
terça-feira, 10 de março de 2009
Onomatopeia emética
"As asas desdobram-se
lentas
desde os ombros
Estendem-se, vacilam,
e vão tocar-te devagar
o pénis"
"Bebo-te a boca
com o seu manso sabor
a tangerina
Gulosamente
a comer o mel
no favo da abelha"
"A canela dos teus ombros
que lambo,
à mistura com
o açúcar
do teu umbigo?"
E vou dar-vos umas dicas para identificarem a autora destes poemas anedóticos. Tem três nomes: o primeiro é Maria, o segundo é Teresa e o terceiro é Horta...
segunda-feira, 9 de março de 2009
Onomatopeia descobridora
Foi descobrimento milagroso contra o torpor cerebral durante uns efémeros instantes...
Desejam-se ardentemente outros achados cujos efeitos sejam mais prolongados!
domingo, 8 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
Onomatopeia citável
"If you walk away I'll walk away
first tell me which road you will take
I don't want to risk our paths crossing some day
so you walk that way, I'll walk this way
and the future hangs over our heads
and it moves with each current event
until it falls all around like a cold steady rain
just stay in when it's lookin' this way
and the moon's laying low in the sky
forcing everything metal to shine
and the sidewalk holds diamonds like a jewelry store case
they argue "walk this way," "no, walk this way"
and Laura's asleep in my bed
as I'm leaving she wakes up and says
"I dreamed you were carried away on the crest of a wave
baby don't go away, come here"
and there's kids playing guns in the street
and one's pointing his tree branch at me
So I put my hands up I say:
"Enough is enough,
If you walk away I walk away."
(and he shot me dead)
I found a liquid cure
for my landlocked blues
it will pass away
like a slow parade
it's leaving but I don't know how soon
and the world's got me dizzy again
you'd think after 22 years I'd be used to the spin
and it only feels worse when I stay in one place
so I'm always pacing around or walking away
I keep drinking the ink from my pen
and I'm balancing history books up on my head
but it all boils down to one quotable phrase
"If you love something give it away"
A good woman will pick you apart
a box full of suggestions for your possible heart
But you may be offended, and you may be afraid
but don't walk away, don't walk away
We made love on the living room floor
with the noise in the background from a televised war
And in the deafening pleasure I thought I heard someone say
"If we walk away, they’ll walk away"
But greed is a bottomless pit
And our freedom's a joke, we're just taking a piss
And the whole world must watch the sad comic display
If you're still free start runnin' away
'cause we're comin' for ya!
I've grown tired of holding this pose
I feel more like a stranger each time I come home
So I'm making a deal with the devils of fame
Sayin' let me walk away, please
You'll be free child once you have died
from the shackles of language and measurable time
And then we can trade places, play musical graves
till then walk away walk away walk away walk away
So I'm up at dawn, putting on my shoes
I just want to make a clean escape
I'm leaving but I don't know where to
I know I'm leaving but I don't know where to"
quarta-feira, 4 de março de 2009
Onomatopeia diz-que-diz
A língua devia ser um bicho.
Tudo na vida é infetocontagioso.
Je suis uma badalhoca.
E se eu vomitasse uma bola de pelo agora?
segunda-feira, 2 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Onomatopeia quase plástica censurada
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Onomatopeia instrumentalizada
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Onomatopeia sintética
Estas continuam a ser as minhas verdades...
E há momentos em que, de tanto bater, o coração para, momentos em que as pessoas normais têm algo de especial, momentos em que a respiração é ofegante sem sinal de cansaço, momentos em que a cadência do som embala, momentos em que a angústia se aceita como se fosse um órgão vital, momentos em que o esquecimento parece solução universal, momentos em que a incerteza é finitamente certa, momentos em que os pensamentos divagam pelos caminhos menos acidentados, momentos em que o tempo nos acolhe no compasso, momentos em que a grandeza dos outros não invalida a nossa vastidão, momentos em que as cores são vivas nas horas mortas, momentos em que o corpo dói como se a dor apelasse à confirmação da fisicidade, momentos em que a palavra é abafada pela certeza de que o gesto tem primazia, momentos em que o físico não responde ao metafísico, momentos em que o silêncio se volta contra nós mas não destrói, momentos em que o invulgar ameaça ser um contínuo quotidiano, momentos em que a aliteração dos gestos limita o caos da impaciência, momentos em que a improdutividade gera riqueza e a riqueza é apenas nominal, momentos em que os passos em volta são os passos concêntricos, momentos em que o deus das pequenas coisas zela temporariamente pelas grandes e tudo parece maior dentro da pequenez a que tudo está sujeito...
A haver pele, era a tua. A haver rosto, era o teu. A haver sinais, eram os teus. A haver carne, era a tua. A haver cabelos, eram os teus. A haver barba, era a tua. A haver pescoço, era o teu. A haver olhos, eram os teus. A haver peito, era o teu. A haver sorriso, era o teu. A haver lágrimas, eram as tuas. A haver gritos, eram os teus. A haver voz, era a tua. A haver braços, eram os teus. A haver dedos, eram os teus. A haver mãos, eram as tuas. A haver joelhos, eram os teus. A haver pernas, eram as tuas. A haver gestos, eram os teus. A haver sons, eram os teus. A haver silêncio, era o teu. A haver corpo, era a junção da tua pele, do teu rosto, dos teus sinais, da tua carne, dos teus cabelos, da tua barba, do teu pescoço, dos teus olhos, do teu peito, do teu sorriso, das tuas lágrimas, dos teus gritos, da tua voz, dos teus braços, dos teus dedos, das tuas mãos, dos teus joelhos, das tuas pernas, dos teus gestos, dos teus sons, do teu silêncio...
Gosto das manhãs contigo. Gosto dos atrasos propositados, gosto das tentativas de ignorar o despertador. Gosto de te ouvir passear pela casa enquanto me preparo para sair... Mesmo que não digas nada, mesmo que saiba que ainda estás pouco vigilante, gosto de te ouvir os passos, os sons guturais, o tilintar da loiça que manuseias, os armários que abres e fechas. Gosto de me cruzar contigo, mesmo que não troquemos palavras, porque o sono ainda é mais forte do que toda a vontade de falar. Gosto de te ver de costas enquanto te lavas, enquanto te barbeias, enquanto analisas os pormenores do teu rosto no espelho. Gosto da tua falta de sorriso matinal, do teu andar cambaleante, do teu ar de criança contrariada. Gosto dos teus beijos fugidios, porque achas que ainda não estás suficientemente higiénico para me fazeres respirar o teu ar. Gosto de ouvir a água correr enquanto tomas banho, e de saber pelos sons quais os gestos que repetes, quais os movimentos do teu corpo. Gosto de acordar com a tua presença, com o teu cheiro, com as tuas mãos, com as pernas que se entrelaçam de tal modo que muitas vezes não sei onde estou no meio de tanto corpo que somos. Gosto de sair quando ainda não estás pronto, quando ainda sei que vais demorar algum tempo para sair, que sairás algum tempo depois quando eu já estiver a muitos minutos de ti. E gosto de ter na minha memória toda esta rotina matinal, que esqueço durante o dia para que todas as manhãs tenham a novidade promissora das repetições que desejamos...
Quero ver os jacarandás contigo agora, quando derem flor e depois de terem perdido todas as folhas, todas as flores, todos os ramos, e apenas restarem os indícios das raízes que os alimentaram. Seremos talvez menos longevos que as árvores, mas poderão ser elas as testemunhas do nosso enraizamento... Porque elas sabem o que é beber do solo e não o esgotar, o que é usar a luz do sol e não obscurecer o que as rodeia...
Metade de um ano de trinta e um anos... Parece pouco mas aos poucos em seis meses aprende-se por vezes mais do que em seis anos, mesmo que pareça que já temos tudo aprendido e que nada de novo haja nos dias e nas noites que hão de vir. Mesmo que o cansaço nos vença e as palavras façam ricochete nas paredes que por vezes nos dividem, em retrospetivas paralelas e momentaneamente divergentes, o tempo parece querer dizer que a hierarquia das importâncias individuais se encaixa em todas as teorias da relatividade e que não há teorias mais importantes que a nossa persistência no que cremos e no queremos construir para além das nossas individualidades incontornáveis. Contornam-se as insensatezes, as imperfeições, as memórias mais acutilantes e retorna-se àquele ponto em que estávamos antes de sermos campo de batalha, antes que a quantidade dos despojos seja em demasia para as nossas forças e antes que desistamos de uma batalha que pode ter mais de um vencedor. Depois do armistício, reabrem-se as fronteiras, porque nestas nações não há termos de residência e a identidade é criada através das viagens que fazemos sem bagagens nem paragens obrigatórias, ainda que tenhamos de atravessar cadeias montanhosas e vales onde o eco pode confundir a nossa orientação... E depois de sermos turistas nos espaços que não são os nossos, regressamos a uma terra em que os sons, as paisagens, o horizonte, a luz e a sua ausência nos parecem mais familiares e descansamos para que as próximas viagens sejam apenas aquelas em que não somos mercenários nem carregamos armas que não sabemos manejar...
E ontem toda a gente eras tu, todas as ruas tinham a tua presença, todos os lugares tinham a memória de ti comigo, porque ainda estás em todo o lado e todos os lados te têm como se ainda estivéssemos presentes um com o outro... Procurava-te e fugia, sem saber se ajudaria olhar para ti e ter a certeza de que as tuas certezas são inabaláveis e que já sou apenas alguém que pontuou uns meses nos calendários da tua vida. Entre todas as multidões visíveis, a tua invisibilidade intranquilizava-me e era mais uma prova de que há silêncios que se conseguem ver e se concretizam na existência dos outros à minha volta e na tua inexistência entre eles...
Doem-me as palavras involuntárias e provocadas pelo fenómeno metafísico da reação à (re)ação... Doem-me os atos impensados e os pensamentos atuais. Doem-me os olhos por não os conseguir ter fechado depois da fuga irrefletida. Doem-me as últimas sílabas do ataque e as primeiras que não foram pronunciadas. Doem-me as efemérides que já não vão ser e a coleção de imagens das que já foram. Dói-me o que foi resgatado à pressa e que não poderá ser redistribuído. Dói-me o que foi escrito numa hora e contrariado em horas que vieram pouco depois. Doem-me as vozes fora de tom e o tom da agressão distante. Dói-me tudo...
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Onomatopeia (e)spa(s)módica
"Assunto: Pornografia raivosa em Portugal
Só nós temos portuguesas loucas que chupam pénis e praticam sexo até ao estado exaustivo. Suas gargantas e traseiras gemem como carroças rangentes nas ruas de Lisboa. Putas matriculadas e moças inocentes, alunas e professoras. Temos tudo para a alma."
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Onomatopeia ceguinha
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Onomatopeia cosmovisionária
J. S. Bach - Variações Goldberg - Aria (interpretado por Glenn Gould)
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Onomatopeia televisiva
Tyra ri, Tyra brinca, Tyra dança, Tyra não para quieta.
É bom quando nos sentimos bem.
Eu gosto do verde porque me faz sentir viva.
Eu gosto do vermelho porque me faz o coração bater.
Os seus cabelos estão estragados porque perderam o seu cimento natural.
Os americanos vivem de acordo com um direito que Deus lhes deu [...] que é o que cada americano tem de perseguir a liberdade.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Onomatopeia quadrimilésima
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Onomatopeia brumal
Ou se calhar sou só eu e o mundo está tão triste como sempre foi...
Onomatopeia sacra
Eis a prova de tal acontecimento milagroso!
Onomatopeia dedicatória
Para o f., do Pai Natal, das renas, do cocó, do chichi, do Aníbal, da Dona Isaura, do Henke, do feno de Portugal, da Cooperativa dos Pequenos Silvicultores, da Alice e... de mim! beijos
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Onomatopeia incompreendida
Às vezes eu também não percebo nada do que escrevo... Às vezes também não percebo nada do que penso... Às vezes também não percebo nada do que digo... Às vezes nem quero perceber... Outras vezes quero muito perceber e quando finalmente percebo, percebo o que não devia e cria-se uma incompreensão ainda maior, como se os sentidos fossem sacudidos numa caixa e entornados na confusão das letras e das sílabas.
Às vezes, como hoje, não consigo dormir, porque não me percebo no meio de tanta palavra que sou e no meio de tanta palavra que leio e que oiço... Às vezes nem quero ouvir o silêncio que crio sozinho e persigo-me com a música para todo o lado, com a música que me percebe melhor e que preenche os espaços todos que não percebo.
Às vezes, como agora, era só isso que queria: dormir, dormir, dormir, dormir e acordar daqui a pouco com a sensação de que nada se percebe sem se dar descanso à incompreensibilidade geral...
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Onomatopeia vitrinista
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Onomatopeia agramatical
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Onomatopeia presenteada
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Onomatopeia quase natalófila
- As tradições também se quebram;
- Continuo a odiar o "junk joy of Xmas";
- Eu nunca fui assim;
- Quero que dês uns pinotes na cadeira e fiques mais bem disposto (nota: não agitar o estômago, nem intestinos...basta os olhinhos).
- Anexar um ficheiro de música;
- Eleger como cantora essa grande querida que é a Christina Aguilera (pa variar das outras nossas amigas que andam mais pró podre...);
- Escolher o título "The Christmas Song";
- Optar pela versão "Holiday Remix", mais ao estilo de uma tal de "juventude".»
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Onomatopeia repetitiva
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Onomatopeia metropolitana

terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Onomatopeia espelhada adahlepse aiepotamonO
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Eiaonotomap sornadedade












