segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Onomatopeia quadrimilésima
- Isabel, traga as cornetas e os confetes que a Senhora quer festejar as quatro mil visitas à Onomatopeia Endemoninhada! Pode trazer aquelas cornetas que trouxemos da quinta de África, mas limpe-lhes o pó antes para não ficarmos todas tísicas depois da festa.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Onomatopeia brumal
E hoje, apesar do sol, apesar de ser sexta-feira, apesar de ser um novo dia de um ano novo, apesar das múltiplas possibilidades promissoras das manhãs, o mundo parece muito mais triste...
Ou se calhar sou só eu e o mundo está tão triste como sempre foi...
Ou se calhar sou só eu e o mundo está tão triste como sempre foi...
Onomatopeia sacra
Não éramos pastores, mas éramos três e tivemos uma visão nos supermercados Minipreço: a Sagrada Família transfigurou-se diante de nós, tomando a forma de um trio de vegetais da família das crucíferas (desconhecemos a designação exata da espécie), cujo halo de luz iluminava toda a secção dos frescos!
Eis a prova de tal acontecimento milagroso!
Eis a prova de tal acontecimento milagroso!
Onomatopeia dedicatória
Não tive mais que uma prenda com dedicatória nesta época adventícia, mas a que tive vale por todas as que não vieram dedicadas escrituralmente. Transcreve-se de seguida a pequena joia sentimental (sem copy/paste, porque do papel para a digitália a tecnologia ainda não consegue realizar tais maravilhas):
Para o f., do Pai Natal, das renas, do cocó, do chichi, do Aníbal, da Dona Isaura, do Henke, do feno de Portugal, da Cooperativa dos Pequenos Silvicultores, da Alice e... de mim! beijos
Para o f., do Pai Natal, das renas, do cocó, do chichi, do Aníbal, da Dona Isaura, do Henke, do feno de Portugal, da Cooperativa dos Pequenos Silvicultores, da Alice e... de mim! beijos
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Onomatopeia incompreendida
"Às vezes não percebo nada do que escreves no blogue..."
Às vezes eu também não percebo nada do que escrevo... Às vezes também não percebo nada do que penso... Às vezes também não percebo nada do que digo... Às vezes nem quero perceber... Outras vezes quero muito perceber e quando finalmente percebo, percebo o que não devia e cria-se uma incompreensão ainda maior, como se os sentidos fossem sacudidos numa caixa e entornados na confusão das letras e das sílabas.
Às vezes, como hoje, não consigo dormir, porque não me percebo no meio de tanta palavra que sou e no meio de tanta palavra que leio e que oiço... Às vezes nem quero ouvir o silêncio que crio sozinho e persigo-me com a música para todo o lado, com a música que me percebe melhor e que preenche os espaços todos que não percebo.
Às vezes, como agora, era só isso que queria: dormir, dormir, dormir, dormir e acordar daqui a pouco com a sensação de que nada se percebe sem se dar descanso à incompreensibilidade geral...
Às vezes eu também não percebo nada do que escrevo... Às vezes também não percebo nada do que penso... Às vezes também não percebo nada do que digo... Às vezes nem quero perceber... Outras vezes quero muito perceber e quando finalmente percebo, percebo o que não devia e cria-se uma incompreensão ainda maior, como se os sentidos fossem sacudidos numa caixa e entornados na confusão das letras e das sílabas.
Às vezes, como hoje, não consigo dormir, porque não me percebo no meio de tanta palavra que sou e no meio de tanta palavra que leio e que oiço... Às vezes nem quero ouvir o silêncio que crio sozinho e persigo-me com a música para todo o lado, com a música que me percebe melhor e que preenche os espaços todos que não percebo.
Às vezes, como agora, era só isso que queria: dormir, dormir, dormir, dormir e acordar daqui a pouco com a sensação de que nada se percebe sem se dar descanso à incompreensibilidade geral...
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Onomatopeia vitrinista
Mostrei-te as mãos no mergulho, as pernas na atenção desmedida das parteiras, os dedos dos pés na potência dos medos, os olhos no esbracejar dos gritos, as costas na maneira irremediável dos movimentos repetidos, os braços no silêncio das raízes esfomeadas, as unhas nos poços apinhados de hidrogénio, os ombros no incerto aglomerado do plâncton pré-histórico, os joelhos na altercação submissiva das viagens, as nádegas na mistura imiscível das marcas de água, os cotovelos no primeiro barco antes das horas desmanchadas, as orelhas na imitação dos muros desacoroçoados, o cabelo nas espécies extintas de carbono, a boca nas fontes em baixo, o nariz nas estradas dos relógios paralelos, os mamilos no calor das mentiras elípticas, as ancas nas caixas dos pavimentos minimalistas, a barriga no sinal de aproximação da prioridade concedida...
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Onomatopeia agramatical
E e gente somos e haviam coisas e hadem ver e estiverem com eu e dissemos a ele e descemos para baixo e subiu para cima e penso eu de que e na minha opinião pessoal e tu fizestes bem e tratam-se de outras histórias, porque nada é o que devia ser...
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Onomatopeia presenteada
Recebi hoje o meu primeiro presente (que se passa com a minha pessoa, que já escreve espontaneamente "presente"!!!!!!?????) oficial de Natal!
Tem várias velocidades à la carte, de acordo com a destreza manual do utilizador: muito devagar, devagar, menos devagar, mais depressa, depressa, muito depressa e ó-meu-deus-que-isto-já-está-a-começar-a-cheirar-a-queimado!
Vem com uma linda melodia embutida, que, de acordo com a documentação do produto, se intitula sugestivamente "The Entertainer".
Vede como é linda, formosa e digna de ser exposta em lugar de destaque no lar!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Onomatopeia quase natalófila
E há emails que quase me fazem achar piada ao Natal e, o tempora, o mores!, à Christina Aguilera!
«Tendo em conta que:
- As tradições também se quebram;
- Continuo a odiar o "junk joy of Xmas";
- Eu nunca fui assim;
- Quero que dês uns pinotes na cadeira e fiques mais bem disposto (nota: não agitar o estômago, nem intestinos...basta os olhinhos).
Decidi:
- Anexar um ficheiro de música;
- Eleger como cantora essa grande querida que é a Christina Aguilera (pa variar das outras nossas amigas que andam mais pró podre...);
- Escolher o título "The Christmas Song";
- Optar pela versão "Holiday Remix", mais ao estilo de uma tal de "juventude".»
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Onomatopeia repetitiva
E este é o diálogo que invariavelmente se repete em todos os balcões de atendimento de repartições de finanças, centros de saúde, clínicas, hospitais e de outros serviços cujo uso a nossa existência como cidadãos deste país e do mundo torna inevitável:
- Qual é a profissão?
- Linguista.
- Como?
- Linguista...
- Desculpe, não percebi.
- Lin... gu... is... ta...
- Linguista??
- Sim...
- Ah!
- Pois...
Imagine-se o que seria se, em vez de "linguista", dissesse "lexicógrafo"... É provável que fosse preso por atentado ao pudor!
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Onomatopeia metropolitana

Como é que uma pessoa não há de gostar de viver na cidade de Lisboa? Quem é que não anseia por calcorrear caminhos assim todos os dias? Quem???????
Quem é que ousa afirmar que esta cidade não tem uma beleza ímpar cheia de pequenos elementos decorativos inusitados e irrepetíveis noutras cidades do Velho e do Novo Mundo?
Quem é, que a gente atiça-lhe já os cães raivosos????!!!!!
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Onomatopeia espelhada adahlepse aiepotamonO
Assim de vez em quando há coisas que lemos ou ouvimos de outros que nos refletem melhor do que alguma coisa que possamos escrever ou dizer de nós próprios...
[...]
So I have become the Middleman
The gray areas are mine
The in-between, the absentee
Is a beautiful disguise
[...]
So I have become the Middleman
The gray areas are fine
The "I don't know," the "maybe so"
Is the only real
Is the only true reply
Letra do tema Middleman, dos Bright Eyes, do álbum Cassadaga (2007)
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Eiaonotomap sornadedade

O meu reino está na urgência de necessitar de um reordenamento do território...
Convocam-se ministros, estadistas, conselheiros, chanceleres, secretários de estado e parlamentares para discutir e repensar o estado da nação!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Onomatopeia espectral
Um dia os arco-íris chegam... Num qualquer dia em que a androginia do tempo o permite, mesmo sem aviso prévio, sem indícios visíveis, eles apresentam-se no celestino e nós suspiramos porque as cores são a prova de que o que nos parece unitário e indivisível é afinal composto diversa e pluritariamente. E um dia os arco-íris chegam, nós suspiramos pela raridade do fenómeno e pelo contentamento de sabermos que há coisas que sempre chegam mesmo quando já não pensamos nelas ou quando cremos com dificuldade na sua concretização...
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