quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Onomatopeia em aprendizagem diária
E depois de ter descoberto recentemente porque é que é costume pôr-se primeiro o gelo no copo e depois a Coca-Cola© e não primeiro a Coca-Cola© e depois o gelo, eis senão quando há outra coisa que aprendo pela experiência: deve evitar-se espirrar depois de se ter comido uma bolacha e, caso seja de todo impossível evitá-lo, deve usar-se algo que impeça a emissão explosiva de partículas de bolacha pela boca (eu diria que a mão talvez seja suficiente, se bem que um lenço me pareça agora o objeto ideal para tal tarefa)... Os monitores dos computadores agradecem e quer-me parecer que os colegas que partilham os espaços de trabalho connosco também...
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Onomatopeia pseudo-humorística
Eu testemunhei a queda da bolsa e consegui até registá-la fotograficamente para provar que falo verdade:
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Onomatopeia alasquiana
Estou seco de palavras, de ideias, de criações...
Vou continuar a fazer perfurações por aí, para ver se encontro novos poços, mas não prometo nada.
As prospeções nos dias que correm não vêm com garantia de sucesso...
terça-feira, 30 de setembro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
Onomatopeia omnipresente
E ontem toda a gente eras tu, todas as ruas tinham a tua presença, todos os lugares tinham a memória de ti comigo, porque ainda estás em todo o lado e todos os lados te têm como se ainda estivéssemos presentes um com o outro... Procurava-te e fugia, sem saber se ajudaria olhar para ti e ter a certeza de que as tuas certezas são inabaláveis e que já sou apenas alguém que pontuou uns meses nos calendários da tua vida. Entre todas as multidões visíveis, a tua invisibilidade intranquilizava-me e era mais uma prova de que há silêncios que se conseguem ver e se concretizam na existência dos outros à minha volta e na tua inexistência entre eles...
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Onomatopeia repensadora
Eis as coisas que poderia ter adquirido pelo valor aproximado que despendi para conviver dolorosamente com 74 922 seres humanos:

sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Onomatopeia espelhante

A vida não é sempre uma festa, mas há coisas que nos lembram as vezes em que foi e que nos dão esperança que poderemos voltar a festejar...
Onomatopeia policroma
Depois de ler este post do Venus as a boy e de recentemente ter ouvido coisas como "don't touch me, I don't want any help from a gay guy" de um suposto proclamado artista português, embriagado ao ponto de mal se conseguir suster em posição ereta, na inauguração de uma exposição numa galeria cujo dono é (o tempora! o mores!) gay, sei que há coisas que, mesmo parecendo banais, têm a importância interventiva dos símbolos, ainda que formalmente sejam apenas listas de cores sobrepostas impressas sobre um invólucro de plástico.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Onomatopeia inconsequente
Descia a rua empedrada, carregada de sacos, malas, roupa e de si própria. Parecia apressada, apesar de àquela hora não ter ninguém à sua espera, porque há muitos anos que àquela hora não tinha ninguém à sua espera em parte alguma. Rivalizava com as pedras a frequência daquele percurso quotidiano. Nem a chuva nem qualquer outra intempérie quebrava este padrão. Ia provavelmente vazia de pensamentos, porque a pressa é muitas vezes inimiga do raciocínio. Mas cansava-se de se apressar e, de vez em quando, parava e olhava em volta, como se se quisesse certificar de que a rua não a enganava, que os edifícios não tinham sido movimentados, que a linha do horizonte continuava inalterada e que a imobilidade geral era garantia da direção certa. Os passos que dava eram, pelo contrário, inseguros, cambaleantes pelo peso do que carregava e pela fragilidade do corpo. Sussurrava algo impercetível a ouvidos alheios, como se a inexistência de interlocutor não impedisse verbalizações ou como se houvesse poesias escritas sem intenção de angariar leitores. A sua presença física não era notável e os restantes passeantes não demonstravam particular interesse na sua personagem, mas ela não estava consciente da inconsciência dos outros e continuava, sussurrante e pequena, apesar de acrescentada pelos acessórios que transportava.
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