Colecção do autor
terça-feira, 29 de abril de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Onomatopeia imperfeita
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Onomatopeia teleonómica cap. 1
1 Originalidade da eloquência
1.1. Utilização de conceitos que geralmente não se encontram associados
Não tenho boas memórias do meu cu.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Onomatopeia pós-lembrete #1 #3 (dos métodos e das técnicas)
terça-feira, 15 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Onomatopeia pseudolúbrica
Há uma cadeia de clínicas dentárias que escolheu este logótipo para a representar. Talvez tenham pensado que a sugestão implícita pudesse servir como lenitivo para o medo que a maior parte das pessoas tem dos dentistas. Pelo sim pelo não, vou manter-me afastado. Há situações em que as ambiguidades não são de todo desejáveis...
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Onomatopeia aléxica
e elas que persiste em se manter dificilmente transponível. Mas como eu sou
persistente
persistente
persistente
persistente
persistente
persistente
persistente
persistente
persistente,
sei que brevemente serão elas que me encontrarão. As palavras têm variações, vontades próprias, significados para lá dos significantes... E também elas têm vontade de
terça-feira, 8 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Onomatopeia pós-lembrete #1 #2 (almoço urbano contemporâneo)
O som - sem fúria - nos objectos, o emaranhado de materiais e de formas, a monumentalidade dos volumes e do movimento, as patologias enquanto génese de criação, a interacção táctil - autoforçada ou permitida - entre visitante e peça, os resquícios de criações passadas como objecto actual exibível, o mergulho na escuridão enquanto metáfora para o mergulho aquático, a existência do labirinto que se miniaturiza e reconstrói... E a hora de almoço hoje foi mais do que apenas frango de caril requentado: obra de arte para o estômago, mas efémera por definição...quarta-feira, 2 de abril de 2008
Onomatopeia hercúlea
Onomatopeia autocorrosiva
terça-feira, 1 de abril de 2008
Onomatopeia na corda bamba
sexta-feira, 28 de março de 2008
Onomatopeia pós-lembrete #1 #1 (things I have learned in between)
when you do the stupid things you do
is the praise you always give
yourself for all the things you do"
Onomatopeia vulnerável...
"Je sais que tu reviens de loin
Que peut-être tu n'iras pas plus loin
Disons qu'ici c'est bien
Nous ne nous verrons pas demain
On s'est dit qu'on s'était tout dit
Je crois même qu'on a ri
J'ai beau serré ta main
Nous ne nous verrons pas demain
Une heure légère et douce...
Comme l'eau et comme l'air...
Oh, douce et légère...
Comme la mousse sur ta bière...
Je m'enroule au plus près de toi
Tu dis que tu as froid
Je souffle sur tes mains
Qui d'autre m'aimera demain ?
Tu me caresses une dernière fois
Je tremble autant que toi
Ça fait un mal de chien
Qui d'autre m'aimera demain ?
Une heure légère et douce...
Comme l'eau et comme l'air...
Oh, douce et légère...
Comme la mousse sur ta bière...
Qui se souviendra de ta voix ?
De ta peau et de tes doigts ?
Je m'accroche à ton bras
Qui d'autre m'aimera comme ça ?
Je coupe une mèche de tes cheveux
Je te recoiffe un peu
J'embrasse ton front froid
Qui d'autre m'aimera comme toi ?
Toi, légère et douce
Comme l'eau, comme l'air,
Oh douce et légère
Comme la mousse sur ta pierre."
Berry, Plus loin, do álbum Mademoiselle
quinta-feira, 27 de março de 2008
Onomatopeia lembrete #1
I'm Not There
Vieira da Silva - Un Élan de Sublimation Ricardo Jacinto
Revolução Cinética
Alvess
Júlio Pomar - Cadeia da Relação
Jazzanova Alex Gopher
Beirut
The Chromatics Frances Stark
terça-feira, 25 de março de 2008
Onomatopeia egocêntrica
Eu sou...
E agora quem me conhece que acabe a frase.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Onomatopeia sem reticências
quinta-feira, 20 de março de 2008
Onomatopeia renascida
Em época de celebrações pascais, a Fénix pode ser um ovo de chocolate... A sua morte e ressurreição não salvam a humanidade, mas resgatam pelo menos um humano a necessitar de salvação eterna...
quarta-feira, 19 de março de 2008
Onomatopeia upon request
http://video.google.com/videoplay?docid=-6582918532710772218&hl=en
terça-feira, 18 de março de 2008
Onomatopeia in albis
segunda-feira, 17 de março de 2008
Onomatopeia bélica
quinta-feira, 13 de março de 2008
terça-feira, 11 de março de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008
Onomatopeia endorfínica
quarta-feira, 5 de março de 2008
Onomatopeia convalescente
terça-feira, 4 de março de 2008
Onomatopeia criminal
Onomatopeia sem musa
segunda-feira, 3 de março de 2008
Onomatopeia dramatúrgica: I Acto Cena 3
O membro de uma organização qualquer mantém-se em cena, imóvel, limitando as trocas gasosas do seu organismo a um mínimo fisiologicamente impossível. Entra o vigário pela esquerda baixa. Sai o vigário pela esquerda alta. Entra o vigário pela esquerda alta.
Vigário: Nunca aprendi nada... Não sei o que fazer em caso de ter de fazer algo que tenha aprendido antes... Percebes? Não...? Não falas? A tua orelha direita parece diferente da da esquerda... A da esquerda parece melindrada... Desprezada até...
Membro: Não podes dar ouvidos à minha orelha esquerda...
Vigário: Nunca aprendi nada...
Membro: Não precisas de ter aprendido o que quer que seja para não dares ouvidos à minha orelha esquerda...
Vigário: Aprendi um dia algo de que não me lembro... Talvez tenha sido algo relacionado com a privação auricular...
Vigário deita-se, fecha os olhos e murmura qualquer coisa continuamente até ao último acto desta peça.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Onomatopeia b.p.m.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Onomatopeia submissa interactiva
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Onomatopée exquise: first verbal pieces of the people I love
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Onomatopeia nada convencida
Onomatopeia pouco convencida
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Onomatopeia futurista
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Onomatopeia R.I.P.

Cumpriu-se o seu último desejo: partilhar a sepultura com o Andy Warhol. Aceitam-se elogios fúnebres...
Onomatopeia genotípica em versículos
2 Ele estava no princípio com Deus.
3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 E a casa construiu-se com o nome, que era Deus, que fazia todas as coisas que eram feitas pelo nome.
5 E o nome assentou sobre si e a casa foi feita pelo nome, que era Deus, que estava com o nome, que estava no princípio com Deus.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Onomatopée exquise: exortação
ONOMATOPÉE EXQUISE: jeu onomatopéique consistant à composer collectivement une onomatopée en écrivant un mot ou une phrase ou en ajoutant une image aux échos onomatopéiques de cette onomatopée exhortante.
Após a definição dos conceitos envolvidos, exortam-se os leitores deste blogue - que com certeza estarão ávidos de participação mais activa na sua construção - a tomarem parte na elaboração de um cadavre exquis onomatopaico. Todos os comentários que forem colocados neste post serão utilizados na criação de um cadáver esquisito, que terá como título onomatopée exquise. Dos comentários apenas será visível a última parte, sendo a parte restante guardada para posterior reconstrução do cadáver.
Onomatopeia sem mau acordar
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Onomatopeia agoniada
- Acho que não...
- E se fosse na boca do corpo?
- Mais facilmente...
Onomatopeia com mau acordar
Onomatopeia dramatúrgica: I Acto Cena 2
Cena 2
O membro de uma organização qualquer, vestido como um funcionário de uma repartição pública qualquer, entra pela direita alta e senta-se mais ou menos a meio do palco, mas não muito a meio para não criar simetrias indesejadas. Logo após, e também pela direita alta, entra o deambulador de carros de supermercado, sem os carros de supermercado, porque o palco já não comporta mais objectos desnecessários. Pede-se assim ao público que intervenha na acção com os seus dotes imaginativos. O deambulador aproxima-se do membro e, sentando-se ou deitando-se ou apenas inclinando-se sobre o outro, morde-lhe a orelha direita. Com força, com carinho, com firmeza, com os lábios, com os dentes, dependendo da vontade e disposição do actor no dia da representação.
Membro (revelando alguma impaciência): E a orelha esquerda?
Deambulador: Essa não mordo... Pelo menos agora. Deixa-a sentir-se desprezada por uns tempos...
Membro: E se ela se queixar da injustiça?
Deambulador: Não lhe dês ouvidos...
Deambulador levanta-se e sai pelo mesmo sítio por onde entrou. Mantém-se o membro em cena.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Onomatopeia dramatúrgica: I Acto Cena 1
I Acto
Personagens:
vigário
membro de uma organização qualquer
entrevistadora
vendedor de apitos e cadernos
atleta morto há mais de trinta anos
vizinha do 1.º andar direito
deambulador de carros de supermercado
Cenário: um palco coberto de terra, areia, cinzas, vulcões, terapeutas, resistências eléctricas, fogões a gás natural, baterias de carros dos anos 50, embalagens de creme hidratante para mãos muito secas e gretadas.
Cena 1
Atleta, com um ar cansado, ainda que bastante fresco para alguém falecido há mais de 30 anos, rebusca o palco por um jornal. Não fala, mas percebe-se pela sua expressão que é um jornal que procura. Desiste. Sai de cena.
Onomatopeia tríptica
e a respiração fosse heterogénea e banal
Como se após os primeiros momentos de peregrinação
tudo assentasse e as poeiras fossem agora espécimes raros
Como se nos defeitos não se vissem indícios
e o ritmo férreo passasse para lá dos milésimos convencionais
É puro ainda que turvo
É cristalino ainda que ofuscante
É mortiço ainda que sobrevivente
E mesmo quando o ruído é insuportável
mesmo quando as abstracções são dizíveis
mesmo quando à parte se criam novos sentidos
Não houve mais que um acorde surpreendente
não houve mais que a acústica exagerada dos locais
não houve mais que a melodia impossível de sempre
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Onomatopeia prometeica
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Onomatopeia in memoriam partium
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Onomatopeia sem fôlego
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Onomatopeia processual
Sem vontade, subiu as escadas pela terceira vez naquele dia. Sem vontade, porque a vontade não tem de acompanhar a mecanização ruidosa das acções, dos gestos e dos movimentos. Depois de subir as escadas, parou, colocou a mão no bolso das calças e, sem vontade, sentiu as chaves que daí a alguns instantes abririam a porta pela terceira vez naquele dia. Feitas as contas, a reiteração sêxtupla de acções sem vontade perfazia uma soma bastante respeitável... Uma soma que se multiplicaria por outras somas se a memória quisesse fazer frente a esse género de considerações. Como a vontade não era essa, as chaves cumpriram a função vaticinada e a porta abriu-se, aparentemente sem vontade, aparentemente respeitadora da falta de vontade de quem a vontade faltava. Para lá da porta, havia um espaço inadequado, imperfeito, semivazio e especialmente contra-indicado a corpos sem vontade de o habitarem. Não havia especial intenção neste espaço de constranger quem o invadia, mas há intenções que, não tendo existência, parecem inclinadas a desenvolverem-se apenas porque o inascível conflui geralmente para o padrão de tudo o que é gerado e nascituro. E pela terceira vez naquele dia, o espaço acolheu quem pela terceira vez subira as escadas e pensava, sem vontade, que pela terceira vez atravessaria aquele espaço assémico e incapaz. Na verdade, sabia que a falta de vontade era crónica, impassível e debitada numa oitava acima da permitida, mas não se lhe opunha nem a mascarava com processos paliativos. Recolhia-a na impossibilidade de mudança e tratava de a movimentar consigo, de lhe atribuir objectivos ou de lhe retirar ilações. Sem vontade, fechou a porta, nem sequer contabilizando que seria a terceira vez naquele dia que o fazia, e aterrou o olhar na textura das paredes e na inexactidão das cores circundantes. Não era um viveiro de formas nem de refracções lumínicas, mas um pequeno sumário de espessuras, asperezas e imprecisões tácteis. Suavemente caminhou até um dos cantos, onde outra porta o esperava, desta vez entreaberta e desta vez demonstrando menos falta de vontade em se abrir do que a primeira. Não houve automatismos, foi preciso esforço e ordem para continuar o caminho. Para lá dos verdadeiros motivos, havia falsas direcções e falsos propósitos. Mas sobretudo havia uma porta, que se seguira a outra porta e que, provavelmente, precedia outra, como se na sequência dos espaços compostos a lógica dos fenómenos físicos fosse aplicável. Em todo o ritmo subentendido nesta sequência, a falta de vontade era a dominante de uma escala que ainda se mantinha atonal e melodicamente indefinida. Não havia pretextos, não havia singularidades, não havia domínios temáticos. Serviam de abstracções as palavras que não pensava, os conceitos que não entendia, as suposições de que preferia ver-se livre. Tudo compassado numa linha sem preposições ou elementos de ligação, num encadeamento agramatical: escadas, chave, porta, espaço, porta. Pauta improvável, inabilmente composta, sonoramente monótona e apenas passível de uma única variação: porta, espaço, porta, chave, escadas. Sem vontade, refez o cenário e os adereços mantiveram-se serenos, moribundos, implacáveis no desinteresse pela cinética dramatúrgica. E, sem vontade, baseou-se na imaginação do polígono que era o espaço para lhe conferir um mecanismo próprio de funcionamento, como se em todas as horas houvesse minutos e em todos os minutos os segundos fossem certos...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Onomatopeia visceral
I'm sorry for creeping up to your lair and for stealing your belongings...
I'm sorry for having blood streaming through my limbs
(sometimes I miss my blood vessels)
And for having killed the mischievous tone in your voice
I'm sorry for standing here sweating and hearing
(I miss my hormones and veins and inner organs)
And watching and feeling and touching and fearing
I'm sorry I left my skin on the balcony
and that it rained all night on it
It got soaped and now it doesn't fit...
I'm sorry I am draining all over the floor now
Because I have no skin to tighten myself...
(I don't miss my skin as much as I miss licking my spine)
I'm sorry for having no coherence whatsoever
As all my parts are scattered and unrecognisable
And afraid of coming together again
(I miss taking your ears on my stomach and feeling them listening)
I'm sorry for having sung this song backwards
(I miss the sounds of all my bone joints)
And for saying each syllable in unison
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Onomatopeia-Henrique Leiria Drummond
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Onomatopeia polissindética
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Onomatopeia em pessoa
Galgar com tudo por cima de tudo! Hup-lá!
Hup-lá, hup-lá, hup-lá-hô, hup-lá!
Hé-la! He-hô! H-o-o-o-o!
Z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z!
sábado, 2 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Onomatopeia cantadeira
Nananananananananananá... Tralalalalalalalalalalalá...
"The courtesan has sung, the courtesan has sung,
Morticians must have took you for a whore
Oh love, I'm sorry that they took you for a whore
And I am sorry that you took me for a whore"
Bleng, bleng, rrrr, bleng, bleng, pim, pim, pim....
E tudo isto ao pé-coxinho!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Onomatopeia primordial
QQQQQQQQQQQQZENNNNNNNNNNGGGNHAQUENHAQUE...
CHPUFFFTTTT!


























