terça-feira, 1 de abril de 2008
Onomatopeia na corda bamba
Não percebo se o equilíbrio que tenho agora é artificial ou se as suas bases estão ainda assentes sobre lodo que demora a transformar-se em terra firme... Sei que hoje estou a tentar não deixar que esse equilíbrio seja afectado pela avalanche de números que me caiu em cima. Esperemos que esta avalanche seja apenas a revolução que falta para que finalmente possa ter a serenidade material que nunca almejei mas que já começo a merecer... In need of my own private big bang...
sexta-feira, 28 de março de 2008
Onomatopeia pós-lembrete #1 #1 (things I have learned in between)
(The Fall of) Frances Stark
"The only thing that consoles you
when you do the stupid things you do
is the praise you always give
yourself for all the things you do"
when you do the stupid things you do
is the praise you always give
yourself for all the things you do"
Onomatopeia vulnerável...
E ontem houve uma lágrima que se escapou no metro enquanto ouvia estas palavras... Ao menos fiquei a saber que afinal tenho lágrimas escondidas algures cá dentro...
"Je sais que tu reviens de loin
Que peut-être tu n'iras pas plus loin
Disons qu'ici c'est bien
Nous ne nous verrons pas demain
On s'est dit qu'on s'était tout dit
Je crois même qu'on a ri
J'ai beau serré ta main
Nous ne nous verrons pas demain
Une heure légère et douce...
Comme l'eau et comme l'air...
Oh, douce et légère...
Comme la mousse sur ta bière...
Je m'enroule au plus près de toi
Tu dis que tu as froid
Je souffle sur tes mains
Qui d'autre m'aimera demain ?
Tu me caresses une dernière fois
Je tremble autant que toi
Ça fait un mal de chien
Qui d'autre m'aimera demain ?
Une heure légère et douce...
Comme l'eau et comme l'air...
Oh, douce et légère...
Comme la mousse sur ta bière...
Qui se souviendra de ta voix ?
De ta peau et de tes doigts ?
Je m'accroche à ton bras
Qui d'autre m'aimera comme ça ?
Je coupe une mèche de tes cheveux
Je te recoiffe un peu
J'embrasse ton front froid
Qui d'autre m'aimera comme toi ?
Toi, légère et douce
Comme l'eau, comme l'air,
Oh douce et légère
Comme la mousse sur ta pierre."
Berry, Plus loin, do álbum Mademoiselle
"Je sais que tu reviens de loin
Que peut-être tu n'iras pas plus loin
Disons qu'ici c'est bien
Nous ne nous verrons pas demain
On s'est dit qu'on s'était tout dit
Je crois même qu'on a ri
J'ai beau serré ta main
Nous ne nous verrons pas demain
Une heure légère et douce...
Comme l'eau et comme l'air...
Oh, douce et légère...
Comme la mousse sur ta bière...
Je m'enroule au plus près de toi
Tu dis que tu as froid
Je souffle sur tes mains
Qui d'autre m'aimera demain ?
Tu me caresses une dernière fois
Je tremble autant que toi
Ça fait un mal de chien
Qui d'autre m'aimera demain ?
Une heure légère et douce...
Comme l'eau et comme l'air...
Oh, douce et légère...
Comme la mousse sur ta bière...
Qui se souviendra de ta voix ?
De ta peau et de tes doigts ?
Je m'accroche à ton bras
Qui d'autre m'aimera comme ça ?
Je coupe une mèche de tes cheveux
Je te recoiffe un peu
J'embrasse ton front froid
Qui d'autre m'aimera comme toi ?
Toi, légère et douce
Comme l'eau, comme l'air,
Oh douce et légère
Comme la mousse sur ta pierre."
Berry, Plus loin, do álbum Mademoiselle
quinta-feira, 27 de março de 2008
Onomatopeia lembrete #1
Os nomes das coisas que quero incluir na minha vida nos próximos tempos:
I'm Not There
Vieira da Silva - Un Élan de Sublimation Ricardo Jacinto
Revolução Cinética
Alvess
Júlio Pomar - Cadeia da Relação
Jazzanova Alex Gopher
Beirut
The Chromatics Frances Stark
Portishead Coeurs
I'm Not There
Vieira da Silva - Un Élan de Sublimation Ricardo Jacinto
Revolução Cinética
Alvess
Júlio Pomar - Cadeia da Relação
Jazzanova Alex Gopher
Beirut
The Chromatics Frances Stark
terça-feira, 25 de março de 2008
Onomatopeia egocêntrica
Em busca de definições de mim próprio através das definições dos outros.
Eu sou...
E agora quem me conhece que acabe a frase.
Eu sou...
E agora quem me conhece que acabe a frase.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Onomatopeia sem reticências
E já está... Já disse... E só custou antes de o dizer... Depois pareceu que todo o medo desaparecera... Não sei se para sempre... Mas deixei de recear as incertezas... Porque há certezas que abafam tudo... Ainda tenho medo das palavras... Por isso as escolho com cuidado... Por isso selecciono as que poderão ser menos volúveis... Digo pouco, mas farei muito mais do que digo... E foi pouco o que disse... Mas era tudo o que queria dizer... E não houve nem outra luz nem outra hora nem outra imagem que pudesse ter acompanhado o que disse... Até o silêncio estava do meu lado...
quinta-feira, 20 de março de 2008
Onomatopeia renascida
Em época de celebrações pascais, a Fénix pode ser um ovo de chocolate... A sua morte e ressurreição não salvam a humanidade, mas resgatam pelo menos um humano a necessitar de salvação eterna...
quarta-feira, 19 de março de 2008
Onomatopeia upon request
The link to this multimedia post will be revealed to whomever asks for it. Its contents will self-destruct in five days and its destruction will not be reversible. Be quick or risk missing the chance to mock my endeavours in the performance arts.
http://video.google.com/videoplay?docid=-6582918532710772218&hl=en
http://video.google.com/videoplay?docid=-6582918532710772218&hl=en
terça-feira, 18 de março de 2008
Onomatopeia in albis
Gosto das manhãs contigo. Gosto dos atrasos propositados, gosto das tentativas de ignorar o despertador. Gosto de te ouvir passear pela casa enquanto me preparo para sair... Mesmo que não digas nada, mesmo que saiba que ainda estás pouco vigilante, gosto de te ouvir os passos, os sons guturais, o tilintar da loiça que manuseias, os armários que abres e fechas. Gosto de me cruzar contigo, mesmo que não troquemos palavras, porque o sono ainda é mais forte do que toda a vontade de falar. Gosto de te ver de costas enquanto te lavas, enquanto te barbeias, enquanto analisas os pormenores do teu rosto no espelho. Gosto da tua falta de sorriso matinal, do teu andar cambaleante, do teu ar de criança contrariada. Gosto dos teus beijos fugidios, porque achas que ainda não estás suficientemente higiénico para me fazeres respirar o teu ar. Gosto de ouvir a água correr enquanto tomas banho, e de saber pelos sons quais os gestos que repetes, quais os movimentos do teu corpo. Gosto de acordar com a tua presença, com o teu cheiro, com as tuas mãos, com as pernas que se entrelaçam de tal modo que muitas vezes não sei onde estou no meio de tanto corpo que somos. Gosto de sair quando ainda não estás pronto, quando ainda sei que vais demorar algum tempo para sair, que sairás algum tempo depois quando eu já estiver a muitos minutos de ti. E gosto de ter na minha memória toda esta rotina matinal, que esqueço durante o dia para que todas as manhãs tenham a novidade promissora das repetições que desejamos...
segunda-feira, 17 de março de 2008
Onomatopeia bélica
Tu queres travar batalhas para derrotar a monotonia e eu quero um acordo de paz porque a guerra já começa a tornar-se monótona... Talvez possamos encontrarmo-nos a meio caminho nos despojos. Eu descansarei sobre eles e tu apanharás todas as armas de lutas anteriores. Se o armistício não for definitivo, poderemos ter necessidade delas no futuro...
quinta-feira, 13 de março de 2008
terça-feira, 11 de março de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008
Onomatopeia endorfínica
Experimentei hoje a redescoberta do amor pela humanidade após a deglutição de uma fatia de bolo de chocolate com cerejas. Pelo menos durante dez minutos, o mundo pareceu novamente oferecer oportunidades ilimitadas. Foi remédio de efeito breve, mas de magnipotente deleite durante todos os segundos da sua acção...
quarta-feira, 5 de março de 2008
Onomatopeia convalescente
Não creio nas minhas feridas e essa incredulidade leva a que a cicatrização se estenda para além dos limites temporais sustentáveis... Sem fé no que nos pertence, sem alguma espécie de fervor místico relacionado com o que transportamos connosco, adquirido ou inato, não conseguimos compreender a coerência do que somos ou aceitar a integridade da nossa existência. Porei o dedo nas feridas, tocarei em todas as suas arestas e irregularidades, para que, quando finalmente cicatrizarem, deixem de ser falhas na infraestrutura e se tornem contrafortes do edifício reestruturado que posso vir a ser...
terça-feira, 4 de março de 2008
Onomatopeia criminal
Se eu tivesse desejos, desejava ser baleado por seis cordas calibradas de uma guitarra acústica. Sem silenciador, para que a vibração sonora percorresse toda a circunferência terrestre e alterasse todos os meridianos de um atlas que já teve mais mistérios...
Onomatopeia sem musa
Ou a fonte secou ou a Leonor já não tem forças para fazer o caminho todos os dias... Não é fácil aguentar as feridas nos pés descalços provocadas pelas caminhadas diárias. Ou se calhar o pote quebrou-se a meio do caminho e Leonor decidiu que era altura de deixar a fonte, a água a correr, o caminho pedregoso, as ervas secas, o sol sufocante e o peso do pote... Ou se calhar a fonte agora é outra, o caminho distinto e a água mais doce que a da fonte original. Se calhar...
segunda-feira, 3 de março de 2008
Onomatopeia dramatúrgica: I Acto Cena 3
Cena 3
O membro de uma organização qualquer mantém-se em cena, imóvel, limitando as trocas gasosas do seu organismo a um mínimo fisiologicamente impossível. Entra o vigário pela esquerda baixa. Sai o vigário pela esquerda alta. Entra o vigário pela esquerda alta.
Vigário: Nunca aprendi nada... Não sei o que fazer em caso de ter de fazer algo que tenha aprendido antes... Percebes? Não...? Não falas? A tua orelha direita parece diferente da da esquerda... A da esquerda parece melindrada... Desprezada até...
Membro: Não podes dar ouvidos à minha orelha esquerda...
Vigário: Nunca aprendi nada...
Membro: Não precisas de ter aprendido o que quer que seja para não dares ouvidos à minha orelha esquerda...
Vigário: Aprendi um dia algo de que não me lembro... Talvez tenha sido algo relacionado com a privação auricular...
Vigário deita-se, fecha os olhos e murmura qualquer coisa continuamente até ao último acto desta peça.
O membro de uma organização qualquer mantém-se em cena, imóvel, limitando as trocas gasosas do seu organismo a um mínimo fisiologicamente impossível. Entra o vigário pela esquerda baixa. Sai o vigário pela esquerda alta. Entra o vigário pela esquerda alta.
Vigário: Nunca aprendi nada... Não sei o que fazer em caso de ter de fazer algo que tenha aprendido antes... Percebes? Não...? Não falas? A tua orelha direita parece diferente da da esquerda... A da esquerda parece melindrada... Desprezada até...
Membro: Não podes dar ouvidos à minha orelha esquerda...
Vigário: Nunca aprendi nada...
Membro: Não precisas de ter aprendido o que quer que seja para não dares ouvidos à minha orelha esquerda...
Vigário: Aprendi um dia algo de que não me lembro... Talvez tenha sido algo relacionado com a privação auricular...
Vigário deita-se, fecha os olhos e murmura qualquer coisa continuamente até ao último acto desta peça.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Onomatopeia b.p.m.
E se o ritmo do mundo fosse o ritmo do meu coração, hoje já seria um dia qualquer do ano que vem...
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Onomatopeia submissa interactiva
Your wish is my command. Leave your wish and I'll attend to it as soon as possible. Don't wait for the beep, as there will be none. This is not a phone booth. You don't have to speak up, as no one is listening to you. Try to rummage through your thoughts in order to discover an unspeakable wish. I'll get back to you after I've analysed your request. Beep.
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